segunda-feira, 11 de julho de 2011

É inevitável...

Bocejar ao ver alguém bocejar, programar dieta e nunca começar, se matricular na academia e nem aparecer, aguardar ansioso pela sexta-feira, reclamar da segunda-feira, almoço e encontros de família, uma tia fofoqueira, se empolgar com a lua cheia, aumentar o som quando toca sua música preferida, pegar um filme pelo nome e não gostar do conteúdo, resistir a ver um filme, pelo nome, e amar o conteúdo, se achar lindo (a) quando corta o cabelo (nem que sejam só as pontinhas), pensar mil vezes no que dizer a alguém e na hora não conseguir, Roberto Carlos no fim de ano da Globo, encontrar muitos conhecidos quando você sai de casa mal vestido, sentir saudades, rir das suas fotos de infância, ler o horóscopo (mesmo se você é um cético de carteirinha), sentir vontade de comer algo que alguém comentou, se mexer, mesmo com música ruim, decorar músicas que você odeia, fazer sol a semana inteira e chover no fim de semana, se arrumar de mais ou se arrumar de menos, o evento que você planejou muito não ser tão legal quanto aquele que surgiu na última hora, se revoltar com injustiças, lavar o carro e chover, o pão cair com a manteiga virada pra baixo, comprar coisas e nunca usar, bater três vezes na madeira pra isolar um comentário ruim, ser meio supersticioso, pipoca na hora do filme, milho verde na praia, crises existenciais, a fila do lado andar mais rápido que a sua, apelar à São Longuinho e nunca dar os três pulinhos, bolo de aniversário, não largar do celular quando conhecemos alguém legal, respirar, pensar que a nossa infância foi melhor que a atual (e disso eu tenho certeza), chorar quando se está triste, ver alguém tendo uma ótima ideia e pensar: por que eu não pensei nisso? Pôr a culpa na bebida, achar que o melhor time do mundo é o seu, sentir falta do verão enquanto é inverno e do inverno enquanto é verão, dar valor quando perde (to precisando valorizar uns quilinhos), cheiros que trazem lembranças, sofrer por antecipação, envelhecer, dúvidas, aquele dia que você nem deveria ter saído da cama, rezar quando se está com um problemão, esquecer algo muito importante, lembrar de coisas inúteis... A nossa vida, além de incrivelmente mutável, é, por incrível que pareça, repleta de eventos que não dependem de nós para acontecer, ou, que dependem pouco, mas que certamente irão acontecer... E é por isso que eu me pergunto o tempo inteiro, por que tanta gente se preocupa tanto? No que depender de mim, farei o impossível para ser feliz e não para agradar, merecer, explicar o que quer que seja... Atos, fatos... Visíveis ou imprevisíveis... O certo é que não importa o que acontece, o que importa é a maneira que você reage ao que acontece!

Twenty eight years ago...

OBRIGADA

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quando coisas ruins acontecem às pessoas boas!

Lembro-me bem do porque comprei este livro, obviamente me julgava uma pessoa boa que estava enfrentando algo terrível e a descrição do livro soava serenamente como resposta à minha pergunta: “... é um livro que transmite a paz de espírito, capaz de mudar profundamente sua vida!". Ótimo, pensei. Uma vez que nada mais de ruim poderia me acontecer, segundo eu imaginava. Comecei avidamente a ler o *livro e no primeiro parágrafo do prefácio eu o larguei e confesso, nunca mais o abri, dizia assim: "A vida não é justa. Coisas terríveis acontecem a pessoas boas e decentes. Os melhores entre nós adoecem, sofrem e morrem”. Quase me senti lisonjeada pela parte em que dizia "os melhores entre nós" não fosse tamanha a minha decepção ao perceber que talvez a minha pergunta não tivesse mesmo resposta! Este episódio me ocorreu a pouco mais de um ano atrás. Talvez não tenha tido nem ânimo, nem vontade, nem coragem de escrever sobre ele naquele momento, mas, eis que hoje como em um mini flasch back ele retornou mais vivo do que nunca em minha memória! Amigos, como todos já sabem, o objetivo deste espaço sempre foi ser uma fonte de força, fé e esperança.Tal qual eu buscava encontrar enquanto o mundo desabava ao meu redor. E, modéstia parte, me surpreendi e me surpreendo a cada dia ao perceber que consigo sim, abranger um número enorme de pessoas com ou sem problemas que aprendem um pouco mais sobre viver por aqui! Mas isso ainda não responde à minha pergunta! Ainda não me permite achar justo que pessoas boas tenham que sofrer! Ainda não me conformo de ver crianças vivenciando coisas que elas talvez nunca consigam explicar! Como podemos reagir a estes reveses da vida? Não tenho estas respostas, o que tenho é a minha experiência, que sim, acredito ser válida á maioria das pessoas que se sentem completamente desiludidas frente aos seus problemas. Problemas! Não quero ser drástica por aqui, mas honestamente, esta sim é uma palavra que não deve ser pronunciada em vão! Quando você e sua família, seus amigos tem saúde, você não sabe o que são problemas! Quando você acorda e reclama pelo simples fato do despertador ter tocado você é um tremendo imbecil que está perdendo uma ótima oportunidade de agradecer por mais um dia de vida que às vezes é o único anseio de quem já não tem certeza se o terá! Por que somos tão ingratos? Esta é outra das minhas questões sem resposta. E por mais que possa parecer utópico, ainda acho que o amor, a fé, a alegria, a esperança são ótimos remédios... Aliados a medicina e o apoio de quem amamos é quase infalível! Nunca desistam de lutar... Como eu sempre digo, viver vale e muito a pena. Eu não desisti, eu aproveitei tudo o que poderia me beneficiar, e mais do que isso, nada foi tão animador e gratificante quanto compartilhar e poder ajudar outras pessoas através dos meus relatos. Agradeço a Deus por isso, por que desde o momento em que tudo aconteceu até hoje, minha vida não teria sentido se eu não pudesse ajudar alguém! Esperança amigos... Desejo que suas caminhadas sejam suaves... Que tenham força e fibra para suportar suas notícias, mas que principalmente não deixem o medo impedir que o amor realize milagres! Eu acredito em milagres e você? *Quando coisas ruins acontecem às pessoas boas. Harold S. Kushner

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Comer, Rezar e Amar...

"Quando o passado finalmente tiver saído de você, liberte-se. Depois comece o resto de sua vida com alegria". Assisti ao filme “Comer, rezar e amar” há algum tempo, inversamente ao que costumo fazer, ainda tenho que ler o livro. Mas, quero escrever não sobre o livro ou o filme em si, e sim, sobre a mensagem, as reflexões que eu, particularmente, achei riquíssimas. Sempre temos momentos na vida em que buscamos, ansiamos por alguma coisa, por novas descobertas, seja o nosso prazer, nossa espiritualidade, o amor... E sempre temos momentos na vida em que abrimos totalmente mão destas coisas, nos dedicamos demasiadamente ao trabalho e esquecemos de nos divertir, abdicamos totalmente de alimentar a alma, lembrando de entrar em contato com a força superior só quando precisamos, muitas vezes por termos tido um coração partido nos fechamos para o amor e nem percebemos que estamos fazendo isso! E é tão interessante porque são várias as fases em nossa vida que vamos descobrindo pequenas coisas que nos fazem falta, seja um tempo livre, seja ler um livro, fazer uma prece, meditar, se apaixonar, viver novamente algo que já julgamos não ser capazes! Cada um de nós se encontra em um destes momentos, e se não pararmos para olhar pra nós mesmos e compreender o que está acontecendo, vamos continuar levando a vida sem aproveitar para evoluir,para sermos melhores e mais felizes, aceitando o que não nos beneficia porquê já não sabemos o caminho correto a seguir, nem que decisões tomar, nem o que pedir, nem a quem amar! A maior de todas as lições que esta história me passou foi a descoberta, o encontro consigo mesmo, saber quem somos, o que queremos, quais são nossos medos, nossas fraquezas. Por que estamos o tempo todo fugindo dos nossos pesadelos ao invés de simplesmente enfrentá-los e deixá-los seguir adiante? Porque nada disso é fácil! Somos humanos e imperfeitos e temos medo! Sim, muito medo de assumir nossas fraquezas, de lutar pelos nossos objetivos e geralmente por "medo" de fracassar! Também tenho meus pesadelos e eles não são nem um pouco agradáveis... Carrego em mim pensamentos e julgamentos que considero inadequados, tento dar uma de "destino" e atribuir às pessoas o que eu "acho" que elas merecem, mesmo sabendo que esse não é nem de longe o meu papel... Pareço mais forte do que eu sou, choro bem menos do que me permitiria, mas penso, ainda penso muito no passado! E tenho certeza que este é o meu maior desafio, iluminar tudo o que me aconteceu, permitir que as histórias sigam seus caminhos, que o sofrimento fique pra trás, que as pessoas sejam felizes e deixar o meu coração livre pra toda alegria que ele merece sentir. Estar em paz com minhas recordações e não me importar tanto com o caminho dos outros! Diariamente procuro compreender esta vida que parece injusta às vezes, mas daí percebo que cada um tem um caminho a seguir e que cada um de nós está aqui para batalhar pelo seu. Pessoas, histórias, fatos,atos... Entram e saem, acontecem e acabam em nossas vidas e temos que aprender, por mais difícil que seja, a amar, perdoar e respeitar tudo o que nos rodeia e só assim poderemos receber toda a alegria que merecemos. Iluminação a todos vocês!

sábado, 11 de junho de 2011

Caro(a) Amigo(a)!

Por onde você anda? Não suma, não se afaste, mande notícias, por que mesmo paramos de nos ver? Foi a agenda lotada? Nossos compromissos inadiáveis? Ou foi o tempo que não colaborou? Quando foi a última vez que nos ligamos? Seu número continua na minha agenda, nossos papos eram tão bons, ríamos tanto em nossas conversas, trocávamos confidências, será o seu novo(a) namorado(a)? Ele(a) não gosta da nossa “intimidade”? Talvez aquela discussão boba, por algum motivo que eu nem me lembro mais qual foi, é... Alguma coisa aconteceu em nosso universo que nos distanciou, mas me lembro bem do quanto você estava nos meus planos de permanecer no meu grupo de amigos velhinhos, me lembro também do quanto foi bom ter conhecido você! Amizade... Sei que ela ainda existe e gostaria de retomar nossos encontros, sinto muito a sua falta pra brindar comigo quando bebo meus drinks, nos meus momentos felizes e nos momentos de lamúria também! Com você, caro amigo(a) eu posso ser quem exatamente sou, posso chegar na sua casa com qualquer roupa e sem nenhuma maquiagem e você vai me achar linda mesmo assim, eu posso errar na pronúncia das palavras e nós vamos rir, eu posso dizer que gosto de você e não correr o risco de você sumir, posso te incluir em algumas furadas, pra não precisar me frustrar sozinha, podemos nos apelidar, curtir belos fins de tarde de frente pro mar, podemos chamar a atenção um do outro quando acharmos necessário e isso não será nenhuma ofensa, queria muito a sua opinião sobre meus novos amores, te contar os meus planos e aquelas novidades que eu sei que você iria gostar de saber, e comemorar comigo as minhas vitórias, caminhar no shopping, ir a praia, balada, barzinho, cinema... Cadê você que nunca mais esteve ao meu lado? Que não me ajudou a encontrar aquela música na internet? Que não me ensinou a usar meu GPS, que não riu comigo quando cantei aquela letra toda errada? Independente da razão pela qual nos distanciamos, eu quero que você saiba que amigos pra mim são estas pessoas que alegram meus dias e me dão forças para seguir em frente após cada obstáculo! Sinto sua falta e espero te encontrar em breve pra olharmos um pro outro e dizer: Que bom que você está aqui!

domingo, 15 de maio de 2011

Como vodka no chocolate!

Há algum tempo, no clube da “luluzinha”, uma das meninas comentou que na falta de conhaque para a realização de uma receita de trufas ela pensou em utilizar vodka, achando que o efeito seria similar, porém, o efeito foi completamente contrário, o chocolate petrificou! Endureceu e a receita foi pro espaço! Pois bem, dessa história o que gera uma reflexão é a petrificação! O que está petrificado em sua vida? Qual foi a situação em que você utilizou vodka ao invés de conhaque e acabou mandando tudo pro espaço? Às vezes por querer, às vezes sem querer... A questão é que em muitos momentos em nossa vida, substituímos coisas imprescindíveis e acabamos por perder tudo. Pensamos que não fará diferença, que o resultado será o mesmo e quando nos damos conta, a coisa desandou! Muitas vezes paramos de fazer as coisas da maneira que sempre fizemos e acabamos por fugir completamente do objetivo principal! São palavras, gestos, atitudes ou a falta destes itens que estragam as receitas das nossas vidas e dão fim a coisas importantes! Deixamos de ser quem somos, deixamos de ser o conhaque, substituímo-nos por alguém completamente diferente, muitas vezes para agradar aos outros e, quando isso acontece, geralmente, não conseguimos recuperar a receita perdida! Nestes casos o que nos resta é começar uma nova receita, com os ingredientes corretos, com o passo a passo da maneira que tem que ser, não adianta chorar sobre o leite derramado e nem sobre o chocolate petrificado! O negócio é aprender com a situação! Outro dia, assisti a uma apresentação que falava sobre os fardos que carregamos, coisas que já passaram há muito tempo, mas que continuamos carregando conosco, como mártires, como se a nossa vida dependesse daquele sofrimento, como se aquilo que nos aconteceu fosse à resposta pra todos os nossos infortúnios... E com isso, perdemos um grande tempo e um grande espaço na nossa vida e na nossa história, perdemos chances, oportunidades, de sorrir ao invés de chorar, de agradecer ao invés de lamentar, de ir à luta ao invés de esperar, de ser feliz ao invés de insistir nesta tristeza que, honestamente, já passou! Se algo de ruim lhe aconteceu, se petrificaram seu coração, se tudo parece ter caminhado pra um rumo diferente do esperado, pense que não foi por acaso, talvez você é quem caminhava de forma incorreta pelo seu caminho, aceite a sua história, mas abandone estes fardos, deixe pra trás com eles todos os seus grilos e suas neuras, seus preconceitos, suas lágrimas, seu sofrimento, assuma a sua vida e se prepare pra ser feliz! Aceite o seu caminho e passe a olhar mais para as estrelas do que para o dedo de quem às aponta, repare nas flores e não nos espinhos... E principalmente, não se substitua por qualquer personagem, não deixe de ser o conhaque da sua receita... Saisir le jour!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Pequenos Prazeres...

Não, não é necessário ter dinheiro para aproveitar as melhores coisas da vida! Um abraço não se compra, um sorriso não tem preço, gargalhadas não são cotadas na bolsa de valores, não se paga para caminhar no parque, na praia, nem para brincar com seu cachorro, um chá quentinho numa noite fria, sentar ao sol, ler um livro, fazer o bem, ser gentil, estas coisas não custam nada e trazem uma enorme satisfação. Sonhar não é pecado, a imaginação não tem limite, você vai até onde a sua criatividade permitir e como os sonhos não têm preço, não vendam os seus... Não permita que minem aquilo que te faz acordar todos os dias e seguir em frente, não aceite que lhe digam que é impossível! Impossível é não se alegrar brincando com uma criança, impossível é acordar e não sentir uma enorme vontade de agradecer por sermos livres, impossível é compreender como tantas pessoas perdem tempo pensando em coisas ruins. Algum amigo já lhe cobrou por uma boa conversa? A natureza já lhe cobrou por ser contemplada? Banhos de mar, de cachoeira, não são cobrados na fatura de água, não se pagam taxas por amizades verdadeiras. Qual o custo por ouvir sua música preferida? Cantar sua música preferida? Dançar sua música preferida? O combustível pra andar de bicicleta não aumenta nunca! O número de horas dormidas não altera com a inflação! Pipoca e guaraná, cobertor e filme são casamentos perfeitos e vamos combinar que são uma delícia! Pegar aquele livro de receitas e reproduzir um pão de queijo idêntico ao da sua mãe! Escrever... Totalmente free, basta deixar a mente fluir e sentir um alívio a cada nova palavra! Escrever é como correr, você não acredita que vá lhe fazer falta até começar a praticar! Correr! Sem pensar em nada, sem hora pra voltar. Vestir aquele moletom surrado (e preferido) e sentir-se adolescente! Se apaixonar! Na verdade as pessoas deveriam pagar por isso, de tão bom que é! Quando nos apaixonamos, seja pelo que for, nos tornamos pessoas muito melhores, encantadoras, iluminadas... O amor tem este enorme poder! Sentir aquele friozinho na barriga, ou melhor, borboletas no estômago é uma sensação impagável, talvez por isso não tenha preço! Estar com quem amamos... Beijos, abraços, carinho... Tudo isso e mais um pouco é muito mais valioso do que qualquer coisa! E está aí, ao nosso redor, disponível, em abundância... Esperando por aqueles que estão dispostos a ser felizes, a explorar este incrível universo de pequenos prazeres... Aproveite a vida!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ausência...

O que exatamente quer dizer uma longa ausência? Creio que esta questão não é mensurável, em certas situações, um ou dois dias já são de certa forma uma longa ausência, em outras, no entanto, meses não geram as mesmas sensações. O que é ausência? Drummond em um dos meus poemas favoritos diz: “Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. [...] e essa ausência assimilada ninguém a rouba mais de mim...” Concordo! Não há falta na ausência... Vejo que há tantas pessoas que se “ausentam” fisicamente, mas permanecem ligadas, alimentando sentimentos, fortificando relações, mantendo contato... Outras, mesmo estando presentes, estão longe, mais ausentes que àqueles que estão distantes, o maior erro em minha opinião é nos ausentarmos com as pessoas que foram fazendo parte de nossas vidas, nossos amigos, nossos ex-vizinhos, nossos amores... Por que nos ausentamos completamente da vida destas pessoas? Parece que todo tempo que estivemos juntos não foi o suficiente para mantermos uma relação duradoura... Parece que este tempo evaporou... Sei que seguimos caminhos diferentes e que cada um de nós tomou um novo rumo em algum momento, mas, você não sente falta dos seus velhos “melhores amigos”? Assimilar a ausência é um processo lento, assim como Drummond, eu penso que é natural sentir falta na ausência, porém, assim que a assimilamos percebemos que na verdade a ausência é mais uma possibilidade, é um espaço deixado para ser preenchido por novas experiências e sensações, e podemos, inclusive, preencher esta ausência com algo muito valioso, que somos nós mesmos! Quantas vezes você se ausentou de você mesmo? Não ouviu seu corpo, não respeitou seus sentimentos, não obedeceu aos seus desejos? Não se dedicou a você mesmo? Há quanto tempo você aguarda para que algo ou alguém preencha esta ausência em você? Sendo que a única pessoa capaz de te completar é você mesmo? Não importa qual seja a situação... Nada nos completa. Somos ou ao menos deveríamos ser completos, todo o resto nos "complementa..." Acrescenta, contribui, agrega valor ao que somos, e, se por acaso, algo ou alguém se vai, não nos esvazia, não nos deixa menos completos, simplesmente vai, assim como tantas coisas foram e outras vieram... E entre estas idas e vindas podemos sim, ter outras sensações, mas nunca nos sentiremos vazios... Nem sentiremos falta na ausência, é sempre um novo processo de adaptação, porém, sempre estaremos completos nos adaptando a novas situações, novos empregos, novos amigos, novos amores... A doce ausência também é um estado de espírito!

terça-feira, 3 de maio de 2011

E quem se importa com o que os outros vão pensar?

Por trás das palavras, por trás das ideias, da intenção, por trás do sorriso... Tudo o que vemos, vemos ao nosso modo, da maneira que nos convém! Mas o que existe por trás disso tudo? Nas músicas, nos filmes, nas conversas com os amigos, nos encontros e nos desencontros desta vida... É a vida passível de interpretação! A vida não passa de um espelho que reflete o que nós somos... Tudo o que vemos, o que pensamos, o que queremos, do que gostamos ou não... Em tudo que depositamos nossa atenção, ali está um pouco de nós. Melhor do que nos imaginarmos em certas situações é nos identificarmos com elas... Com as pessoas, com as histórias, com a letra daquela música que foi "feita pra nós", quando conhecemos alguém e vemos que temos tanto em comum, e, quando conhecemos alguém e vemos a imensa capacidade que temos de nos apaixonar por coisas muito diferentes de nós, é a vida cíclica, que não pára um segundo e vai nos permitindo ter muitas experiências distintas. Experiências que dependem da nossa decisão para acontecer e para se desenrolar, experiências que irão mostrar se aprendemos ou não, se crescemos ou não, se nos tornamos ou não, melhores. A intenção é por vezes cruel, é mutante, parece algo que não é... Às vezes está tão certa pra gente e logo depois evapora, entra em ebulição e perdemos completamente o norte em relação às intenções... Assim vamos distinguindo as pessoas, assim vamos reconhecendo a nós mesmos, nos moldando, evoluindo, observando que nem tudo é perfeito e que é justamente esta imperfeição que nos dá a chance de diferenciar uma coisa de outra, nos enganamos, muitas e muitas vezes, rimos, gargalhamos frente às nossas expectativas, achamos, e este “achismo” vai se tornando natural, até que em certo ponto temos certeza, certeza é aquela sensação inconfundível, enquanto não a sentimos é por que somente achamos... Confuso! Mas o que não é? Viver é a mais bela e divertida das confusões, saímos e entramos em furadas sem tamanho, caímos e levantamos, e é assim o tempo todo... Que bom! Que bom que cada um de nós tem o direito de enxergar a vida com seus próprios olhos, que bom que somos livres para criar a nossa história e seguir adiante da maneira que acharmos mais conveniente, que bom que não estamos fadados, por exemplo, a enxergar esta dádiva, este milagre que é a vida, com os olhos dos pessimistas, que bom que em cada um de nós reside uma oportunidade, de ser melhor, de querer mais, de viver! E é por tudo isso que eu tenho certeza de que não importa nem um pouco o que os outros pensam sobre nós, o que importa é o que nós pensamos sobre nós mesmos, o que importa é o valor que damos a nossa passagem por aqui, o que importa é viver e sugar ao máximo o que a vida tem de melhor pra nos oferecer, por que cada um é responsável pela sua trajetória, pelo seu futuro e principalmente, pelo seu presente! Por que amanhã, todos estes que perdem tempo analisando a vida alheia terão um dia a menos pra cuidar da sua própria vida! Não me interessa o que os outros pensam sobre o que eu faço! Se me fizer feliz e não fizer mal a ninguém, que mal tem? Einstein já dizia que “há duas formas de encarar a vida: uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.” Eu concordo com a segunda! E você?