Não importa com o que... Desde que não seja ilegal ou imoral! Pode até engordar se quiser! Tem um ditado popular que diz: Mente vazia, oficina pro diabo! Pois bem... Você tem alguma dúvida disso? Remédio pra depressão? Coisa pra desocupado! Você tem milhões de alternativas ao seu redor! Basta querer... Basta se ocupar do que te dá satisfação! Nossa quanta utopia você pode me dizer, mas a receita é simples: Trabalhar é quase que obrigatório para a grande maioria da população, trabalhar não só ocupa a mente como também gasta o corpo (no bom sentido), pra que você possa chegar em casa depois de um dia daqueles e tomar um banho, comer algo bem gostoso e relaxar! Dormir como um anjo e sonhar! Ah que fácil né? Eu sei que muitos e muitos tem jornadas duplas e triplas às vezes... "Mas eu trabalho e estudo" você pode me dizer!!! E dai? A escolha foi sua... O futuro é seu... A recompensa do seu esforço será sua também... Pare de reclamar... Olhe ao seu redor! Você não tem vergonha de reclamar de ter que sair de casa pra trabalhar quando vivemos em um país com 7,6 milhões de desempregados? Não sente um profundo desprezo por si mesmo ao acordar e, nem que seja, sair correndo, literalmente falando, enquanto temos só no Brasil mais alguns milhões de pessoas com doenças realmente graves e que não tem outra alternativa a não ser esperar, muitas vezes, pelo fim de suas vidas em um leito de hospital? Você não se enoja de reclamar de ter que comer "qualquer coisa" ao saber que 56,9 milhões de pessoas no Brasil vivem abaixo da linha de pobreza? Você devia pensar um milhão de vezes antes de reclamar que o seu computador é lento! Sendo que milhões de pessoas no nosso país não possuem energia elétrica! E ainda tem gente que me pergunta por que eu sou tão revoltada em relação a antidepressivos! Encha seu pulmão saudável de ar e vá correr pelas suas ruas pavimentadas! Pegue o dinheiro do seu antidepressivo e compre comida pra quem passa fome! Pegue a mágoa e o rancor que tem dentro de você e transforme em amor! Tem muita gente precisando de carinho! Isso não custa nada! Você não tem o que fazer? Visite... Asilos, hospitais, lares com crianças abandonadas... Leve este tempo ocioso que você guarda pra nada e pra ninguém a algum lugar onde as pessoas realmente têm motivos pra reclamar! E quer saber? Na maioria das vezes eles ainda são felizes... Por isso... Ao invés de viver na escuridão e na ignorância do seu submundo, pense antes de falar e principalmente antes de reclamar... O número de pessoas que preferiam estar na “sua” situação é maior do que você imagina!
"Limpando a Janela" é a única maneira de ver as coisas com clareza. Comece pela sua.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Ocupe-se
Não importa com o que... Desde que não seja ilegal ou imoral! Pode até engordar se quiser! Tem um ditado popular que diz: Mente vazia, oficina pro diabo! Pois bem... Você tem alguma dúvida disso? Remédio pra depressão? Coisa pra desocupado! Você tem milhões de alternativas ao seu redor! Basta querer... Basta se ocupar do que te dá satisfação! Nossa quanta utopia você pode me dizer, mas a receita é simples: Trabalhar é quase que obrigatório para a grande maioria da população, trabalhar não só ocupa a mente como também gasta o corpo (no bom sentido), pra que você possa chegar em casa depois de um dia daqueles e tomar um banho, comer algo bem gostoso e relaxar! Dormir como um anjo e sonhar! Ah que fácil né? Eu sei que muitos e muitos tem jornadas duplas e triplas às vezes... "Mas eu trabalho e estudo" você pode me dizer!!! E dai? A escolha foi sua... O futuro é seu... A recompensa do seu esforço será sua também... Pare de reclamar... Olhe ao seu redor! Você não tem vergonha de reclamar de ter que sair de casa pra trabalhar quando vivemos em um país com 7,6 milhões de desempregados? Não sente um profundo desprezo por si mesmo ao acordar e, nem que seja, sair correndo, literalmente falando, enquanto temos só no Brasil mais alguns milhões de pessoas com doenças realmente graves e que não tem outra alternativa a não ser esperar, muitas vezes, pelo fim de suas vidas em um leito de hospital? Você não se enoja de reclamar de ter que comer "qualquer coisa" ao saber que 56,9 milhões de pessoas no Brasil vivem abaixo da linha de pobreza? Você devia pensar um milhão de vezes antes de reclamar que o seu computador é lento! Sendo que milhões de pessoas no nosso país não possuem energia elétrica! E ainda tem gente que me pergunta por que eu sou tão revoltada em relação a antidepressivos! Encha seu pulmão saudável de ar e vá correr pelas suas ruas pavimentadas! Pegue o dinheiro do seu antidepressivo e compre comida pra quem passa fome! Pegue a mágoa e o rancor que tem dentro de você e transforme em amor! Tem muita gente precisando de carinho! Isso não custa nada! Você não tem o que fazer? Visite... Asilos, hospitais, lares com crianças abandonadas... Leve este tempo ocioso que você guarda pra nada e pra ninguém a algum lugar onde as pessoas realmente têm motivos pra reclamar! E quer saber? Na maioria das vezes eles ainda são felizes... Por isso... Ao invés de viver na escuridão e na ignorância do seu submundo, pense antes de falar e principalmente antes de reclamar... O número de pessoas que preferiam estar na “sua” situação é maior do que você imagina!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Definições...
Definir-se é limitar-se, não se defina a menos que você queira ser a limitação! Sinta, respire, viva o que você é, porém, deixe aberta a porta de entrada de novas experiências e emoções, não cerque-se, não mure-se, não se esconda de si mesmo! Absolutamente.
Não tenha certezas absolutas nem verdades inabaláveis, não viva com um ponto final permeando suas ideias e ideais, abra aspas, coloque vírgulas, interrogações, exclamações, mas nunca, nunca um ponto final!
Recentemente ouvi em um filme que nossas digitais não se apagam das vidas que tocamos e eu acredito que, além disso, ainda mais do que isso, não se apagam dos lugares que estivemos! E as vidas, os lugares, as histórias é que nos constroem a cada dia!
Seja um pouco de tudo... Um pouco de seus pais, seus irmãos, seus amigos, das brincadeiras da infância, da saudade, seja um pouco do mar, da lua, das estrelas, da noite, do dia, dos amores, das desilusões que causou, das paixões que alimentou, do sim e do não,seja um pouco do riso, da lágrima, do corpo, do sexo, do desejo, dos filmes que mais gostou, das músicas que você cantou, dos segredos que guardou, dos momentos em que chorou, seja um pouco do desconhecido, das suas viagens, dos seus sonhos, seja um pouco do ar que você respira, dos livros que você lê, seja um pouco dos melhores exemplos que vivenciou, do seu super-herói, das piadas que contou, das caronas que pegou, seja um pouco das aventuras que viveu, seja um pouco até do que você esqueceu, seja um pouco do mistério, seja um pouco dos seus questionamentos, das suas dúvidas mais cruéis, do seu instrumento favorito, seja um pouco do seu cachorro, do seu chefe, do seu subordinado, seja um pouco do seu eu, seja um pouco do nada, do cheio, do vazio, do completo e do incompleto, das horas, minutos e segundos que chegou pontualmente ou que se atrasou, seja um pouco das suas tatuagens, das suas orações, seja um pouco de Deus, seja um pouco do seu drink favorito, do porre que tomou, da grama onde rolou, do abraços mais apertados que você já deu, seja um pouco das coisas que escreveu, seja! Mas, não diga quem você é! Assim, aqueles que vivem e são fragmentos diários de suas histórias entenderão que cada um é um pouco do outro e não será necessário uma definição!
domingo, 19 de setembro de 2010
Se é pra rir...
...que seja muito, se é pra chorar que chore tudo, se é pra amar que seja de todo o coração, se é pra perdoar que seja de verdade, se é pra brigar que seja pro bem, se é pra cair que seja pra aprender a levantar, se é pra fazer o bem que seja sem olhar a quem, se é pra dançar que seja até de manhã, se é pra trabalhar que seja com todo o entusiasmo, se é pra reclamar que não seja o tempo todo, se é pra orar que seja quietinho, se é pra lembrar que seja das coisas boas, se é pra doer que não dure muito, se é pra cantar que solte a voz, se é pra crescer vale tudo, se é pra superar que venha logo, se é pra acabar que seja rápido, se é pra dormir que durma bem, se é pra comer que seja gostoso, se é pra ler que preste atenção, se é pra voar que seja bem alto, se é pra engordar que seja uma grama, se é pra começar que comece certo, se é pra confiar que seja de graça, se é pra brincar que seja como criança, se é pra sonhar que não acabe a esperança, se é pra ter fé que seja nos homens, se é pra ensinar que seja com exemplos, se é pra aprender que seja com a vida, se é pra beijar que seja inesquecível, se é amizade que seja verdadeira, se é pra ter estilo que seja o próprio, se é pra chover que seja a noite, se é pra conhecer que seja pra sempre, se é pra ter coragem que seja de errar, se é pra ser covarde melhor não começar, se é saudade que passe logo, se é pra mergulhar que seja de cabeça, se é pra ter objetivos que eles se concretizem, se é pra respeitar que vire regra, se é pra se apaixonar que seja correspondido, se é pra ter surpresas que sejam agradáveis, se é pra ter paz que seja no mundo, se é pra guardar que não seja rancor, se é pra jogar que não seja com sentimentos, se é pra esperar que não tenha ansiedade, se é pra ser feliz não importa a idade, se é pra viver que seja intensamente....
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Um caso de dependência...
Há aproximadamente três meses eu não vivo sem ela! No início, quando comecei a usá-la eu mal conseguia respirar, me sentia um pouco incomodada, às vezes tinha a impressão de que iria desmaiar, com o tempo fui me acostumando, fui gostando, percebi que ela me fazia bem, usava o dia inteiro, levava comigo aonde eu fosse, só não usava para dormir, por que na verdade não consigo dormir usando... Hoje não importa aonde eu vá... Trabalho, casa dos amigos, balada, shopping, igreja... O que quer que seja, onde quer que eu vá, eu uso! Tenho certeza absoluta que vou usar por muito tempo por que percebo que fico melhor quando uso, mais confiante, não me vejo mais vivendo sem ela, já faz parte da minha vida. Não foi decisão minha, disseram que eu tinha que usar, que seria melhor, que seria necessário e eu acatei esta opinião e desde lá minha vida é assim... Usando todos os dias... Se por alguma razão eu já não uso ao acordar, me sinto mal... Angustiada... Com medo... Medo do que possa acontecer caso eu não use... Quando conto pras pessoas que eu uso todos os dias o dia todo, as pessoas ficam assustadas, me perguntam por quanto tempo vai ser assim, se colocam no meu lugar! Mas eu explico minhas razões e dai as pessoas percebem que é melhor assim! Hoje estou usando o dia todo... Não sei precisar por quanto tempo ainda vou usar, um ou dois anos... Só sei que se por alguma razão eu parar de usar, vou até sentir saudade da minha meia de alta compressão!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Curtas...
Reticências... Prolongam minhas ideias, ampliam as interpretações, deixam margens para continuações...
Sonhos são cheios de reticências, os sonhos da noite mesmo, não tem ponto final, é o surreal e de certa forma real, pois aconteceu, não aconteceu?
Procurei e não encontrei a onomatopéia que eu queria para um longo suspiro... Mas se eu o descrevesse seria mais ou menos assim: O fim da tarde tinha cheiro de sol, aquele sol que está indo embora, mas contempla a face de quem o vê, os pés descalços tocavam a areia a beira do mar, o som do vento acariciava o corpo inteiro e ela com o corpo alongado, a face rosada, os braços abertos, olhava pra cima observando o movimento das nuvens e como em um desabafo puxou com toda força o ar para seus pulmões, segurou-o firme e soltou em seguida, devagar e intensamente até não sobrar um resquício sequer... E se isso fosse um sonho, depois do suspiro ela cairia pra trás com os braços abertos, e, independente de ter estado inicialmente na areia o que seguiria a partir daí seria aquela seqüência agonizante entre o sonho e a realidade e aquela sensação de estar caindo, caindo, caindo... E de repente você abre os olhos, o coração disparado e daí sim, o verdadeiro suspiro aliviado...
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Aos olhos de quem vê...
Eles passam o tempo todo no nosso campo de visão, sorrindo, falando ao telefone, dirigindo seus carros, fumando seus cigarros, os vemos sentados nos cafés olhando atentamente seus notebooks, fazendo compras, trabalhando, conversando com amigos, falando sozinhos, almoçando... O que vemos são as faces, as expressões, as máscaras que as pessoas adotam no palco da vida, mas não vemos e nem nunca pensamos no interior de cada um! Cada um destes rostos que vemos traz consigo uma história, um problema, um sentimento, são pessoas que julgamos muitas vezes sem conhecer e que não fazemos ideia do que enfrentam na vida para estarem aqui! A felicidade não é aquela gargalhada que ecoa em meio à multidão, muitas vezes ela esconde uma triste solidão! Energia, todas estas faces trazem consigo uma energia, um sentimento, um desejo íntimo, segredos, medos, pesadelos, sonhos, angústias, são faces como as nossas, que transmitem muitas vezes o que aos olhos é mais fácil de ver. Estas faces são espelhos, são retratos, são figuras passageiras que nos fazem pensar que somos melhores ou piores que alguém. Por trás das expressões é que se esconde a verdade, a verdade de cada um que se transforma até em mentira se assim for necessário por uma questão de aceitação! São seres indo e vindo, entrando e saindo ou nunca chegando a fazer parte da nossa vida, direta ou indiretamente. Os sons do mundo se misturam com os ruídos pessoais e não há filtros que consigam segurar palavras, elas soam livremente ajudando ou atingindo estas faces que nos rodeiam. Experimente não olhar, somente ouvir o que se passa ao redor, os sons às vezes revelam mais do que as imagens, é fácil "parecer", difícil é ser e manter. Nossa vida é um grande mistério, é o "efeito borboleta" em que cada batida de asas de uma borboleta assim como cada ação humana refletem mudanças no sistema! E se as ações humanas assim como o bater de asas da borboleta, são inevitáveis, o ideal é que, gerando mudanças no sistema, que estas sejam positivas! Olhar e tentar enxergar por detrás das máscaras é uma forma de vermos a vida o mais próximo do que ela é!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Lembranças...
De tudo, o tempo todo, de pessoas, situações...
E quando vamos nos dar conta de que talvez nada valha à pena? Que o tempo é curto de mais, mesmo em uma vida inteira, nunca teremos tempo o suficiente, para amar o suficiente, estudar o suficiente, ganhar a quantia suficiente de dinheiro, conhecer pessoas o suficiente... Os dias não são iguais, por mais que nos esforcemos, alguns dias, fins de semana, são terríveis, e daí temos aquela sensação de que perdemos ainda mais tempo do pouco tempo que temos. E eu só quero me esbaldar de vida! E a vida é tão importante, que não deveríamos perder nem um segundo de tempo que temos ao lado de pessoas que nos fazem felizes, de situações que nos alegram!
Entre as coisas que eu menos gosto estão às inacabadas... O que era pra ser e não foi, o que tinha que ser dito e ficou guardado, o que nunca se resolveu, as lágrimas não choradas, os sorrisos não dados... Por algum tempo eu sofri por achar que talvez não tivesse sido uma pessoa perfeita! Mas hoje eu percebo que às vezes por pior que você seja você ainda é bom de mais pra quem não merece! Mesmo quando as coisas parecem estar fora do esquadro temos que nos conscientizar de que o que importa não é o que acontece com você, mas a maneira que você reage ao que acontece com você (eu sei que este pensamento não é meu, mas eu o utilizo com freqüência) cada vez que algo não está muito legal eu me lembro disso e fico bem, e tento visualizar outras situações possíveis, algumas alternativas, nem que seja pra me convencer de que nada é bom ou ruim o tempo todo, de que o amanhã pode ser melhor do que hoje e que se não for, ainda assim, vai valer a pena, pois aprenderei a dar valor aos dias maravilhosos! Acabei de ver um filme (excelente) em que o ator principal insistia em dizer que talvez nada do que você faça valha a pena, mas mesmo assim é preciso ser feito, por que se você não fizer, ninguém vai fazer...Mas eu acredito que tudo que fazemos com amor no coração vale a pena! Tudo o que fazemos de bom vale a pena e que o que não vale à pena é melhor não ser feito! Concordo que muitas coisas se nós não fizermos talvez ninguém faça... E muitas vezes estas coisas necessitam ser feitas. Eu deixo a vida me levar, mas não deixo mais o tempo resolver todas as coisas pra mim, eu procuro incessantemente as respostas, o sentido, a emoção de estar aqui, eu quero mais, eu quero tudo e quero agora e isso inclui dormir uma tarde inteira se assim eu preferir ou amanhecer em uma balada ou ir até a esquina comer um cachorro-quente (sem salsicha). Tem tantas coisas que eu ainda quero fazer e que vou fazer... Quero saltar de parapente, quero voar de balão, quero mergulhar, quero viajar, quero amar, quero casar... Eu quero, acima de tudo, viver tudo isso intensamente, e eu sei, tenho certeza que tudo vai valer a pena, inclusive que estar aqui agora escrevendo, já vale a muito a pena!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O Infinito..
Tem uma música que diz que "o infinito é realmente um dos deuses mais lindos" e eu concordo... A vida, pra mim, não teria sentido se não fosse infinita! Quantas vezes nos apegamos a coisas sem sentido! Agarramos-nos com unhas e dentes a "mesquinharias" que podem ser desde sentimentos até bens materiais... Um erro! Tão grande, pois nada, nem ninguém nos pertence, não temos o domínio nem do próximo segundo, quem dera de uma vida ou de alguma coisa! Se nós temos uma missão nesta terra, ela deve ser: Aprender a viver... Somos todos aprendizes. Talvez não tenhamos todos a mesma missão, mas com certeza compartilhamos algumas lições! A evolução tem se restringido à tecnologia, as pessoas não tem evoluído mais porque estudam mais, porque tem mais pós-graduações ou mestrados, porque se especializam mais, muito pelo contrário, é comum vermos pessoas "estudadas" destratando outras pessoas, achando que são "superiores". Isto sim é lamentável. Viver e evoluir é muito mais do que isso, na minha opinião, é justamente compreender que a vida é infinita e que estar aqui é sempre uma chance de sermos melhores, de fazermos a maior quantidade de bem que pudermos, de deixarmos nossa mente fluir em paz... Curtir aqueles que estão próximos a nós... Cultivar os amigos! Fazer novos amigos, sempre.
A admiração pelo infinito me levou a pensar em outros valores de infinita importância: A vida, o amor, a felicidade, a amizade, a lealdade, a liberdade! Não podemos perder tempo pensando no amanhã... Na semana que vem... Temos que ser livres nos nossos pensamentos e deixarmos a vida fluir. E ela flui... Quando você percebe conheceu outras pessoas, fez coisas novas, coisas que jamais imaginaria fazer e já está cheio de histórias pra contar! O que seria da vida sem as histórias, as risadas, os bons momentos que passamos... Para que isso aconteça é imprescindível que tenhamos bons pensamentos, boas atitudes! Preservar a energia positiva que temos e dividi - lá com o mundo! Mas principalmente saber dosar e concentrar esta energia diariamente e só assim teremos a certeza de que a vida, mesmo sendo infinita, não está passando inutilmente.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O tudo e o nada!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Eventual!
Quase que diariamente reúno fatos, palavras, sugestões, episódios do cotidiano para relatar neste espaço! Faço-o de maneira sutil, vou captando frações e as utilizo para o resultado final! As vezes uma palavra basta para desencadear minha opinião!
Hoje, novamente, cenas do cotidiano me levaram a este novo texto, que não é meu... É uma sugestão, ótima sugestão de um texto que inclusive tem muito haver com a essência deste blog! Incrível como a qualquer momento podemos entrar em contato com as mais variadas pessoas, basta um click para nos conectar a novos universos, novos pensamentos, novas energias! E quer saber? Vale muito a pena!
Segue o texto de Rubem Alves extraido do site: A casa de Rubem Alves
"O Barbazul"
Vivia num país, não me recordo se próximo ou distante, um homem que todos conheciam pelo apelido Barbazul. Era um homem de rara beleza. Do seu rosto o que mais impressionava eram os olhos, de um azul profundo, dos quais saía uma luz azul que envolvia sua barba numa aura azulada, razão do seu apelido.
Barbazul era um homem rico. Vivia num castelo. Numa das extremidades do seu castelo havia uma torre de sete patamares, trancados a sete chaves. Era uma torre misteriosa, interditada ao público, e sobre o que havia nela circulavam as estórias mais escabrosas.
Barbazul era um homem solitário. Nunca se casara. Tão bonito, tão rico: por que nunca se casara? – era a pergunta que todos faziam.
Muitas eram as mulheres, lindas mulheres, que por ele se apaixonavam. E Barbazul não se esquivava. Aceitava as sugestões contidas nos sorrisos... A princípio era um simples namorico, os dois passeando pelos bosques... Mas sempre chegava o momento quando a jovem lhe dizia:
“Gostaria de me casar com você...“
“Casamento é coisa muito séria“, dizia Barbazul. “Só devem se casar pessoas que se conhecem profundamente. E só existe uma forma de as pessoas se conhecerem: é preciso que vivam juntas. Você viveria comigo, no meu castelo, mesmo sem nos casarmos? Eu no meu quarto, você no seu... Até nos conhecermos?”
E assim acontecia. A jovem ia viver com Barbazul no seu castelo, cada um no seu quarto. Comiam juntos, passeavam, conversavam... Barbazul era um homem extremamente fino e delicado. Mas sempre acontecia a mesma coisa: depois de um mês assim vivendo Barbazul se dirigia à jovem e lhe dizia: “Vou fazer uma viagem de sete dias. Nesses dias você tem permissão para visitar a ‘Torre dos Sete Patamares‘. Aqui estão as sete chaves... Durante a sua visita você deverá segurar a chave do patamar que você estará visitando na sua mão esquerda, fechada com bastante força. Isso é muito importante. Porque as chaves têm propriedades mágicas...“
Com essas palavras ele partia e a jovem ficava só, com as sete chaves na mão, e a Torre dos Sete Patamares a ser visitada...
Transcorridos sete dias Barbazul regressava e após o abraço do reencontro perguntava:
“Visitou a Torre dos Sete Patamares?“
“Sim. Visitei todos os patamares...“, a jovem respondia alegremente.
“Você gostou?“
“Eu os achei maravilhosos!“
Barbazul insistia:
“Todos eles?“
“Sim, todos eles...“
“Então“, concluía com um sorriso, “é hora de você me devolver as sete chaves, aquelas que você apertou na mão esquerda, o lado do coração. Como eu lhe disse, elas são mágicas... Elas vão me contar o que você sentiu...“
Assentava-se então numa poltrona, fechava os olhos, e segurava as chaves na sua mão esquerda, uma de cada vez. A magia das chaves estava nisso: elas o faziam sentir, ao segurá-las, o mesmo que a jovem havia sentido, na sua visita aos sete patamares da torre.
Só de olhar para o seu rosto era possível perceber os sentimentos guardados na chave que segurava. Eram sentimentos os mais variados, todos os que existem no leque que vai da alegria até a tristeza. As jovens sempre se emocionavam ao visitar os patamares da torre... Com uma exceção. Ao segurar a sétima chave o sorriso de Barbazul desaparecia e, no seu lugar, aparecia enfado e tédio. Era isso que a jovem havia sentido no sétimo patamar: enfado e tédio.
“Não“, dizia ele à jovem. “Não poderemos nos casar. Comigo você será para sempre infeliz. O que há de mais fundo em mim, para você é tédio e enfado.“
E sem outras explicações levava a jovem à casa de seus pais, não sem antes enchê-la com os presentes que trouxera da viagem.
E era sempre assim.
Foi então que aconteceu...
Era o entardecer, o sol se pondo no horizonte. O mar estava maravilhosamente azul. Barbazul caminhava na praia, como sempre fazia, pés descalços... Viu, ao longe, uma jovem que caminhava sozinha, molhando os seus pés na espuma do mar. Era uma cena linda, digna de uma tela de Monet: uma jovem sozinha, vestes brancas na areia branca, contra o azul do céu e o azul do mar... Ela caminhava na sua direção, distraída. Mas parecia não vê-lo, tão absorta se encontrava. Ela se assustou quando o viu...
“Eu a assustei?“, ele perguntou.
“Eu estava distraída“, ela disse, se desculpando.
“Qual é o seu nome?“
“O meu nome? Stella Maris...“
“Chamam-me de Barbazul, por causa da cor da minha barba...“
Eles riram.
Ela não era bonita. Mas a cena era bonita, bonitos eram seus olhos, bonita era a sua voz...
Barbazul ouviu músicas no seu coração. E foi assim que caminharam juntos de pés descalços ao sol poente, caminhadas que vieram a se repetir a cada novo dia.
Até que, numa dessas caminhadas, Barbazul falou o que nunca falara.
“Você não quer morar comigo no meu castelo?“
“Você está pedindo que eu me case com você?“, ela perguntou.
“Não. Estou pedindo que você venha morar comigo. Depois de morar comigo, quem sabe, descobriremos que as nossas solidões poderão caminhar juntas pela vida...“
E assim, ela foi morar no castelo do Barbazul. E aconteceu exatamente como acontecia com todas as outras: passado um tempo Barbazul anunciou uma viagem de sete dias e lhe deu as sete chaves com a mesma recomendação. E partiu...
No primeiro dia Stella Maris tomou a primeira chave, abriu a porta do primeiro patamar e segurou firmemente a chave na sua mão. Era um enorme salão de festas cheio de gente. A orquestra tocava valsas alegres e as pessoas dançavam e riam. Parecia que todos estavam leves e felizes. Stella Maris dançou também e se sentiu leve e feliz.
No segundo dia Stella Maris tomou a segunda chave, abriu a porta do segundo patamar e segurou firmemente a chave na sua mão. Era um salão de banquetes onde se serviam as mais deliciosas comidas e se bebiam os vinhos mais caros. Muitos eram os comensais, mas não tantos quantos havia no salão de festas. Stella Maris juntou-se a eles, assentou-se, comeu, bebeu e se alegrou.
No terceiro dia Stella Maris tomou a terceira chave, abriu a porta do terceiro patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era um parque cheio de crianças que brincavam dos mais variados brinquedos: balanços, gangorras, pipas, piões, cabo-de-guerra, pau de sebo, perna de pau, pula-corda, amarelinha, bolinhas de gude, bonecas, casinha, cabra-cega, escorregador, sela... Todas riam. Todas estavam felizes. Stella Maris se sentiu como criança e se juntou com elas, a brincar.
No quarto dia Stella Maris tomou a quarta chave, abriu a porta do quarto patamar e segurou a chave firmemente em sua mão. Era uma biblioteca com prateleiras cheias de livros. Havia livros de todos os tipos: livros de ciência, de história, de literatura, de poesia, de filosofia, de humor, de mistério, de crime, de ficção científica, de arte, de culinária, de sexo, de religião... Os rostos daqueles que, assentados às mesas, liam livros em silêncio, revelavam emoções que os livros continham: concentração, excitação, curiosidade, alegria, tristeza, riso... Stella Maris escolheu um livro de arte, pinturas de Monet. Vendo as ninféias de Monet ela se sentiu leve e diáfana e desejou ver uma ninféia num lago...
No quinto dia Stella Maris tomou a quinta chave, abriu a porta do quinto patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era uma catedral gótica. A luz do sol se filtrava através dos vitrais coloridos e no silêncio do espaço vazio se ouvia o Requiem, de Fauré. E não eram muitas as pessoas que lá estavam. Havia rostos de súplica, rostos de sofrimento, rostos de paz. Stella Maris foi envolvida pelo silêncio, pelas cores dos vitrais, pela música... E a sua alma orou, chorou, agradeceu e sentiu paz.
No sexto dia Stella Maris tomou a sexta chave, abriu a porta do sexto patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era um jardim japonês. Ouvia-se o barulho da água que caía na fonte onde nadavam carpas coloridas em meio às ninféias. As cerejeiras estavam floridas. Um velho hai-kai repentinamente floresceu: “Cerejeiras ao anoitecer – Hoje também já é outrora...“ (Issa). Poucas, muito poucas eram as pessoas que andavam pelo jardim. Stella Maris se assentou sob uma cerejeira florida e o seu pensamento parou. Não era necessário pensar. A beleza era tanta que ocupava todo o lugar onde moram os pensamentos. Experimentou o paraíso...
No sétimo dia Stella Maris tomou a sétima chave, abriu a porta do sétimo patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era uma ampla sala vazia, na penumbra. Ninguém, somente ela. O silêncio era absoluto. A solidão era absoluta. Dois móveis apenas, duas cadeiras. A que se encontrava no centro da sala era iluminada pela luz das velas de um candelabro que pendia do teto. Stella Maris assentou-se na cadeira que estava num canto, nas sombras.
Foi então que um homem entrou por uma porta nos fundos. Vinha abraçado com um violoncelo. Sem dizer uma única palavra ele se assentou, arrumou o violoncelo entre as pernas, tomou o arco, concentrou-se e pôs-se a tocar. A melodia, em meio ao silêncio absoluto, sem nenhum ruído ou fala que a profanasse, era de tal pureza e pungência que lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Stella Maris.
Sentiu que o seu corpo estava possuído pela beleza. Era como se ele, o seu corpo, fosse o instrumento de onde saía a música. Sim, ela já a ouvira: a Suíte n. 1, em sol maior para violoncelo, de Bach. Terminada a execução, o artista se levantou e se retirou sem nada dizer. Stella Maris permaneceu assentada, em silêncio; não queria que aquele momento terminasse. Queria que ele se prolongasse, para sempre...
* * *
“Então“, disse Barbazul sorridente, “visitou a Torre dos Sete Patamares?“
“Visitei“, respondeu Stella Maris, entregando-lhe as chaves. Barbazul pediu para ficar sozinho e reclinando com os olhos fechados foi apertando as chaves, sucessivamente, com a mão esquerda, a mão do coração. No seu rosto se estampavam as emoções que Stella Maris havia tido em cada um dos patamares: leveza, alegria, riso, beleza, tristeza – até chegar ao último patamar, aquele que, ao segurar a sua chave, sentira o tédio e o enfado que as outras mulheres haviam sentido. O que é que Stella Maris teria sentido?
E, de repente, sentiu lágrimas rolando pelo seu rosto, as mesmas lágrimas que haviam rolado pelo rosto de Stella Maris. Era como se o seu corpo estivesse possuído pela beleza e fosse o instrumento do qual a música saía...
Barbazul sorriu. Permaneceu assentado, em silêncio; não queria que aquele momento terminasse. Queria que ele se prolongasse, para sempre...
* * *
“Stella Maris, você quer se casar comigo“, ele perguntou.
“Casar? Mas eu pensei que...“
“Sim, casar. Você compreendeu o que é a Torre dos Sete Patamares? É a minha alma. Cada patamar é um pedaço de mim. Lá se encontram os prazeres e alegrias humanos. Homens, mulheres e crianças se reúnem para compartilhar esses prazeres e alegrias. Mas, ao final da torre, há um lugar de solidão absoluta onde só entra uma pessoa de cada vez, eu permitindo. Aquele lugar é o fundo do meu coração. Quem não amar aquele lugar jamais me amará. Poderá até ser um companheiro de danças, de jantares, de discussões literárias, de brinquedos... Muitos podem ser bons companheiros. Mas, para me amar, é preciso amar a minha solidão. E aquela música é a forma sonora da minha solidão. Você a achou bela. Você permitiu que ela possuísse o seu corpo. E, por isso, eu a amo... Nossas solidões são amigas... Você quer se casar comigo?“
- Estórias são parábolas. Não podem ser tomadas literalmente. Eu usei uma figura masculina como figura central – o Barbazul – porque estou reescrevendo e transformando a velhíssima estória do Barba Azul, cheia de violências e assassinatos. Mas seria possível escrever uma estória com a mesma trama tendo uma mulher como a figura central.
- “O primeiro homem é o primeiro visionário de espíritos. A ele tudo aparece como espírito. O que são as crianças, senão primeiros homens? O fresco olhar da criança é mais transcendente que o pressentimento do mais resolutos dos visionários.“ (Novalis, Pólen, 163).
- “Eu acreditava em sacis. Até que um dia um deles mentiu para mim...“
“Todo mineiro é caboclo. Caso contrário é louco.“
“Sou mineiro, tenho brio. Não confirmo nem desminto. Desconfio“. (Gildes Bezerra)
(Correio Popular, 19 e 26/05/2002)
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